Mercados sobem com sinal de Trump sobre retirada do conflito no Irã
Trump disse que os EUA podem sair do conflito com o Irã em "duas semanas, talvez alguns dias a mais" — e os mercados responderam com alívio imediato. Bolsas europeias e asiáticas subiram, os futuros americanos avançaram e o petróleo Brent chegou a cair mais de 4%, operando brevemente abaixo de US$ 100 por barril.
O conflito no Irã paralisou quase completamente o Estreito de Ormuz, passagem de um quinto do petróleo mundial, e fez os preços do barril acumularem alta de 40% desde março — com picos acima de US$ 200. A pressão chegou às bombas de gasolina dos EUA, que superaram US$ 4 por galão pela primeira vez em quase quatro anos.
O cenário ainda é incerto. Trump oscilou várias vezes entre sinalizar acordo e ameaçar escalada, e um terceiro grupo de porta-aviões americanos segue a caminho do Oriente Médio. O pronunciamento do presidente à nação, marcado para a noite desta quarta-feira, deve dar o tom dos próximos movimentos nos mercados.
A declaração de Trump de que os EUA podem sair do conflito com o Irã em "duas semanas, talvez alguns dias a mais" animou os mercados globais nesta quarta-feira e derrubou os preços do petróleo — que chegaram a cair mais de 4% durante o pregão, operando brevemente abaixo de US$ 100 por barril.
Bolsas asiáticas fecharam em alta expressiva e os mercados europeus abriram com recuperação forte: o Stoxx 600 subia 2%, o DAX alemão avançava 2,1% e o CAC 40 francês ganhava 1,9%. Os futuros das ações americanas também operavam em alta.
O pano de fundo é o impacto severo que a guerra causou sobre a energia global. Desde março, os preços do petróleo acumulavam alta de 40%, puxados pelo fechamento quase total do Estreito de Ormuz — passagem por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial. A Agência Internacional de Energia classificou a interrupção como a maior restrição de fornecimento da história. Em picos, o barril superou US$ 200. Nos EUA, a gasolina ultrapassou US$ 4 por galão, pressionando diretamente a popularidade de Trump.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que o presidente faria um pronunciamento à nação ainda nesta quarta-feira sobre a situação no Irã.
O alívio, porém, é frágil. Trump já sinalizou antes que um acordo era iminente — e recuou. Um terceiro grupo de porta-aviões americanos está a caminho do Oriente Médio. Mesmo com uma retirada confirmada, não está claro quanto tempo levaria para o Estreito de Ormuz voltar a operar normalmente. Uma normalização completa nos preços de energia levaria meses — e a pressão inflacionária ainda não desapareceu.
O mês de abril começa com alívio para os mercados globais. Donald Trump sinalizou, na terça-feira, que os Estados Unidos poderão se retirar do conflito com o Irã em "duas semanas, talvez alguns dias a mais" — e a declaração foi suficiente para movimentar bolsas, petróleo e expectativas de inflação ao redor do mundo.
Com a possibilidade de desescalada no horizonte, os futuros das ações americanas subiam nesta quarta-feira, as bolsas asiáticas fecharam em alta expressiva e os mercados europeus abriram com forte recuperação. O índice Stoxx 600, referência da Europa, registrava alta de 2% logo após a abertura do pregão, com o DAX alemão subindo 2,1% e o CAC 40 francês avançando 1,9%. O único setor em queda no continente era, por razões óbvias, o de petróleo e gás.
O petróleo tipo Brent, epicentro da crise econômica gerada pelo conflito, chegou a cair mais de 4% em determinado momento durante o pregão, operando brevemente abaixo de US$ 100 por barril. A queda reflete o alívio com a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz — a passagem estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao mar Aberto e por onde circula cerca de um quinto de todo o petróleo mundial.
O impacto do conflito na energia foi severo. Desde o início das operações militares americanas no Irã, em março, os preços do petróleo acumulavam alta de cerca de 40%. A Agência Internacional de Energia classificou a interrupção no Estreito de Ormuz como a maior restrição de fornecimento de petróleo da história. Em alguns momentos, o barril chegou a ultrapassar US$ 200. Nos Estados Unidos, o preço da gasolina ultrapassou US$ 4 por galão pela primeira vez desde agosto de 2022 — uma pressão política direta sobre o próprio Trump.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que Trump faria um pronunciamento à nação às 21h do horário local (22h de Brasília) sobre a situação no Irã. O mercado aguarda essa fala com atenção: qualquer confirmação de retirada pode ampliar o rali; qualquer sinal de escalada pode reverter o movimento.
O cenário, contudo, permanece incerto. Trump oscilou repetidamente entre afirmar que um acordo é iminente e ameaçar intensificar as operações. Um terceiro grupo de ataque de porta-aviões americanos está a caminho do Oriente Médio — o que, para analistas, sugere que a opção militar ainda está sobre a mesa. Mesmo que os EUA se retirem, não está claro em quanto tempo o Estreito de Ormuz voltaria a operar normalmente, nem quão rápido a produção de energia da região seria restabelecida.
Para o brasileiro que acompanha preços de combustível, inflação e o câmbio, a evolução desse conflito é direta. A normalização do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz aliviaria a pressão sobre preços de energia globais — o que se transmitiria, em cadeia, para os custos de transporte, produção industrial e, eventualmente, para o consumidor nas bombas de gasolina e nos mercados. O caminho até lá, porém, ainda depende de decisões tomadas em Washington e Teerã.