Recuperações judiciais batem recorde em 2025 com crescimento de 13%
O número de recuperações judiciais no Brasil bateu recorde em 2025: foram 2.466 pedidos, crescimento de 13% em relação a 2024, segundo a Serasa Experian. É o maior volume já registrado.
A recuperação judicial é o mecanismo que permite a empresas em dificuldade negociar dívidas com credores na Justiça, evitando a falência. O crescimento reflete o estresse financeiro acumulado no setor produtivo — em parte resultado do longo ciclo de juros altos, que encarecem o crédito e pressionam empresas endividadas.
O recorde de 2025 segue uma tendência de alta que já vinha se consolidando. Os 2.184 pedidos de 2024 já eram um nível historicamente elevado. O salto para 2.466 em um único ano é um termômetro claro: o ambiente de negócios seguiu difícil para um número crescente de empresas brasileiras.
O Brasil registrou 2.466 pedidos de recuperação judicial em 2025 — um crescimento de 13% em relação aos 2.184 de 2024 e o maior número já registrado, segundo a Serasa Experian. O recorde indica que um volume crescente de empresas precisou recorrer ao mecanismo legal para evitar a falência.
A recuperação judicial permite que empresas em dificuldade negociem dívidas com credores sob supervisão da Justiça, com prazo para reorganizar as operações. O processo foi modernizado pela reforma da Lei de Falências de 2021, que ampliou as possibilidades de negociação — o que contribui para o uso mais frequente do instrumento.
O ambiente de juros elevados é um dos fatores centrais por trás do crescimento. Com a Selic em patamares altos por períodos prolongados, o custo do crédito subiu e empresas endividadas passaram a ter dificuldade crescente para honrar seus compromissos. Os efeitos do aperto monetário sobre o setor produtivo costumam aparecer com defasagem — e 2025 pode ter concentrado parte desse impacto acumulado.
O dado aponta estresse financeiro disseminado no tecido empresarial brasileiro. Um crescimento de 13% em um ano, com recorde histórico, indica que o ambiente de negócios seguiu adverso — mesmo em um contexto de crescimento econômico.
O número de recuperações judiciais no Brasil cresceu 13% em 2025 e atingiu o maior patamar já registrado. Foram 2.466 pedidos ao longo do ano, ante 2.184 em 2024, segundo dados da Serasa Experian. O avanço indica que um número crescente de empresas encontrou no mecanismo judicial a saída para evitar a falência — mas também sinaliza estresse financeiro disseminado no tecido empresarial brasileiro.
A recuperação judicial é o instrumento legal que permite a empresas em dificuldade financeira negociar dívidas com credores sob a supervisão da Justiça, com prazo para reorganizar suas operações e evitar o encerramento das atividades. O mecanismo foi modernizado pela reforma da Lei de Falências, em vigor desde 2021, que ampliou as possibilidades de negociação e tornou o processo mais flexível — o que pode ajudar a explicar parte do crescimento nos pedidos ao longo dos últimos anos.
O recorde de 2025 é parte de uma tendência de alta que vem se consolidando. Em 2024, os 2.184 pedidos já representavam um nível historicamente elevado. O salto para 2.466 em um único ano aponta que a pressão sobre as empresas — especialmente as de médio porte, mais vulneráveis a variações de crédito, câmbio e demanda — não arrefeceu.
Entre os fatores que explicam o cenário está o ambiente de juros elevados, que encarecem o crédito e aumentam o custo do endividamento empresarial. Empresas que contraíram dívidas em períodos de taxas mais baixas se viram pressionadas com o ciclo de alta da Selic. A Selic passou por um longo ciclo de aperto monetário, e os efeitos sobre a capacidade de pagamento das empresas tendem a aparecer com defasagem — o que pode ter contribuído para o volume recorde de 2025.
O dado da Serasa Experian é um termômetro da saúde financeira do setor produtivo. Um crescimento de 13% em um único ano, com recorde histórico, é um sinal de que o ambiente de negócios seguiu adverso — mesmo em um contexto de crescimento do PIB. O número de recuperações judiciais não mede apenas falências evitadas: mede também empresas que chegaram ao limite antes de pedir socorro à Justiça.