Governo projeta superávit de 0,5% do PIB nas diretrizes do Orçamento 2027
O governo apresentou nesta quarta-feira as diretrizes do Orçamento 2027, com meta de superávit primário de 0,5% do PIB — a intenção de fechar o ano com receitas maiores do que despesas, antes do pagamento de juros da dívida. A meta é mais ambiciosa do que a de 2026, quando o objetivo é 0,25% do PIB.
A Previdência Social segue como principal gasto, com projeção de R$ 1,156 trilhão para 2027. O salário mínimo estimado para o ano é de R$ 1.717, valor que serve de base para aposentadorias e benefícios e pressiona diretamente as despesas públicas.
Do lado das receitas, o governo conta com a arrecadação do petróleo, favorecida pela alta nos preços internacionais. O Orçamento detalhado só vai ao Congresso em agosto. Enquanto isso, técnicos alertam que a rigidez estrutural das despesas — a maior parte vinculada por lei — deixa pouco espaço para manobras caso a arrecadação decepcione.
O governo federal apresentou nesta quarta-feira as diretrizes do Orçamento 2027, com meta de superávit primário de 0,5% do PIB — ou seja, a intenção de fechar o ano com mais receitas do que despesas (excluindo o pagamento de juros da dívida). A meta é superior à de 2026, quando o objetivo é alcançar 0,25% do PIB, com possibilidade de resultado zero.
O documento entregue é o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), que funciona como um roteiro das finanças públicas: define metas fiscais, prioridades e parâmetros econômicos que orientam o Orçamento do ano seguinte — este, por sua vez, só será enviado ao Congresso em agosto.
Do lado das receitas, o governo aposta na arrecadação ligada ao petróleo, especialmente os royalties do pré-sal. A alta nos preços internacionais do barril, em parte causada pelo conflito no Oriente Médio, favorece essa projeção.
No campo das despesas, a Previdência Social concentra a maior fatia: a projeção para 2027 é de R$ 1,156 trilhão, crescimento puxado pelo envelhecimento da população e pelos reajustes do salário mínimo. O projeto prevê mínimo de R$ 1.717 para 2027 — valor que serve de base para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, ampliando seu impacto sobre o Orçamento.
Um alívio esperado é a redução dos precatórios em 2027. Ainda assim, técnicos do governo reconhecem que a rigidez estrutural do Orçamento — com a maior parte das despesas vinculadas por lei — limita a margem de manobra para ajustes. O cumprimento da meta de 0,5% dependerá do desempenho da arrecadação e do controle das despesas obrigatórias.
O governo federal apresentou nesta quarta-feira o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 — o documento que define as regras gerais para a elaboração do Orçamento do ano seguinte. A proposta prevê superávit primário de 0,5% do PIB, o que significa que o governo planeja encerrar 2027 com mais receitas do que despesas, antes do pagamento dos juros da dívida pública.
A meta é mais ambiciosa do que a deste ano. Em 2026, o objetivo é alcançar um superávit de 0,25% do PIB, com possibilidade de resultado zero. O salto para 0,5% sinaliza que o governo trabalha com um cenário de melhora gradual das contas públicas — embora a trajetória ainda enfrente obstáculos estruturais relevantes.
O que é a LDO e por que ela importa
A Lei de Diretrizes Orçamentárias funciona como um roteiro das finanças públicas. É nela que o governo define metas fiscais, prioridades de gasto e os parâmetros econômicos que vão orientar a elaboração do Orçamento em si — que só será enviado ao Congresso em agosto. Em outras palavras, o que é aprovado agora baliza todas as decisões de gastos e receitas do ano seguinte.
De onde vem o dinheiro
Do lado da arrecadação, o governo aposta em receitas ligadas ao petróleo — especialmente a parcela da União na exploração do pré-sal. A alta na cotação internacional do barril, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, favorece essa estimativa.
Para onde vai o dinheiro
As despesas obrigatórias continuam sendo o principal componente do Orçamento. A Previdência Social lidera com folga: a projeção é de R$ 1,156 trilhão em 2027 — um crescimento puxado pelo envelhecimento da população e pela política de reajuste do salário mínimo, cujos aumentos se refletem diretamente em aposentadorias, pensões e benefícios sociais.
O projeto prevê salário mínimo de R$ 1.717 para 2027. O valor serve como referência para uma série de benefícios federais, o que amplifica seu impacto sobre as despesas públicas. Qualquer aumento acima da inflação eleva automaticamente o custo da Previdência.
Um fator favorável para 2027 é a redução esperada nos precatórios — dívidas judiciais reconhecidas pelo governo. Essa queda contribui para aliviar parte da pressão sobre o Orçamento.
Os desafios que persistem
Técnicos do governo reconhecem que o cenário fiscal ainda enfrenta desafios estruturais. A rigidez do Orçamento — com a maior parte das despesas vinculadas por lei, como Previdência, funcionalismo e transferências constitucionais — limita a margem de manobra do governo para cortar gastos ou realocar recursos. A necessidade de ampliar receitas para cumprir as metas dos próximos anos permanece como ponto de atenção central.
O cumprimento da meta de 0,5% do PIB em 2027 dependerá, portanto, de uma combinação entre crescimento econômico que sustente a arrecadação, controle das despesas obrigatórias e comportamento favorável do mercado de petróleo.
O Orçamento detalhado será enviado ao Congresso em agosto. A partir daí, parlamentares poderão aprovar, modificar ou rejeitar as propostas do Executivo.