Localiza fecha acordo para comprar 10 mil veículos híbridos e elétricos da BYD
A Localiza possui 630 mil veículos e depende da venda de usados para parte da receita. Como a depreciação de híbridos e elétricos é incerta, a empresa criou modelo proprietário para estimar esses valores.
A ação da Localiza subiu 73% em 12 meses e se beneficia do fluxo de capital para a B3. Para a BYD, o acordo representa estratégia para ganhar escala no Brasil. Para a Localiza, significa diversificação e acesso a tecnologias de eletrificação.
"O acordo tem o objetivo de oferecer aos clientes um portfólio ainda mais completo e moderno", disse o CEO Bruno Lasansky. Tyler Li, presidente da BYD Brasil, afirmou que o acordo é "estratégico para acelerar a jornada" da empresa no país.
A concorrente Movida já tem 750 veículos chineses em uma frota de 268 mil carros. A Localiza possui cerca de 630 mil veículos e parte relevante da receita vem da venda de usados, tornando crucial a projeção correta da depreciação.
Como a curva de depreciação de híbridos e elétricos é incerta, a Localiza criou modelo proprietário para estimar esses valores. A capacidade de precificação será fundamental para o sucesso da operação.
O movimento ocorre em momento favorável para a Localiza no mercado. A ação subiu 73% em 12 meses e negocia a 13 vezes o lucro estimado para este ano. O Itaú BBA destacou que a empresa se beneficia do fluxo de R$ 31 bilhões para a B3 neste ano.
Para a BYD, a entrada no mercado de locação representa estratégia para ganhar escala no Brasil. Para a Localiza, significa diversificação de fornecedores e acesso a tecnologias de eletrificação.
"O acordo também tem o objetivo de oferecer aos clientes da Localiza um portfólio ainda mais completo e moderno de veículos", afirmou o CEO Bruno Lasansky. Tyler Li, presidente da BYD Brasil, disse que o acordo é "estratégico para acelerar a jornada" da companhia no Brasil.
A concorrente Movida já incorporou veículos chineses em sua frota, embora em número menor - 750 unidades diante de uma frota total de 268 mil carros. A proporção ainda é pequena, mas representa o início da penetração de marcas chinesas no setor de locação brasileiro.
A Localiza possui cerca de 630 mil veículos e uma parte relevante de sua receita vem da venda de usados. Projetar corretamente a depreciação - a diferença entre o preço de compra e a estimativa do valor de venda dos carros, descontadas as despesas - é crucial para o modelo de negócios da empresa.
Como a curva de depreciação de carros híbridos e elétricos ainda é uma incógnita no mercado brasileiro, a Localiza desenvolveu um modelo proprietário para estimar esses valores, segundo Lasansky. Essa capacidade de precificação de risco será fundamental para o sucesso da operação.
O movimento da Localiza ocorre em momento favorável para a empresa no mercado de capitais. A ação da companhia subiu 73% nos últimos 12 meses e, após alta de 16% no último mês, voltou a níveis não vistos desde o começo de 2024. O papel agora negocia a 13 vezes o lucro estimado para este ano e 10,5 vezes o lucro projetado para 2027.
Numa nota publicada, o Itaú BBA destacou que a companhia - uma ação líquida com R$ 57 bilhões de valor de mercado - tem se beneficiado do fluxo de capital para a B3, que já soma R$ 31 bilhões desde o começo do ano.
A entrada da BYD no mercado de locação brasileiro representa um marco importante na estratégia da montadora chinesa para ganhar escala no país. A empresa tem investido pesadamente em capacidade produtiva local e precisa de volumes significativos para justificar esses investimentos.
Para a Localiza, o acordo representa diversificação de fornecedores e acesso a tecnologias mais avançadas de eletrificação, tendência que deve se acelerar no mercado brasileiro nos próximos anos. A empresa aposta que a experiência com veículos eletrificados será um diferencial competitivo importante.
O acordo também sinaliza mudança no perfil da frota de locação brasileira, tradicionalmente dominada por veículos de entrada com motores a combustão. A incorporação de veículos híbridos e elétricos pode alterar a dinâmica do setor, especialmente em grandes centros urbanos onde há pressão por soluções mais sustentáveis.